Herói
sábado, 4 de agosto de 2012 @ 23:08
Continuo neste cantinho da casa, onde, ultimamente, é o meu refúgio. Aqui, vejo a rua. Tenho vista privilegiada para os outros, para a vida deles, para a rotina cansada das pessoas. Vejo-as correr, apanhar táxis daqui para ali, vejo-as a olhar para o relógio. E, de um momento para o outro, é nisto que o mundo se tornou... Numa correria, num sentido paralelo contra-relógio, num passo à frente do que podem, a vida tornou-se numa corrida. Vejo-as, vejo naquilo que me tornei, no que nos tornámos. As pessoas choram, porque lhes faz bem, mas a sociedade não quer, reprimem-nas. As pessoas riem-se, porque tem de ser, porque têm que se proteger.
Puxo do cigarro, encosto-me à parede. A casa está fria, não há ninguém. Mentira, há o silêncio. O mesmo silêncio que me mata dia-após-dia, hora-após-hora, noite-após-noite. Estou morta, a minha mente está morta... O que resta de mim é um corpo, um corpo sem nada. De repente, solta-se a linha do livro: Todo o mundo é capaz de dominar uma dor, excepto quem a sente - William Shakespeare. Sem me controlar, olho para a varanda, mas a noite ferra, ninguém a passar na avenida, eu sozinha. Encosto a cabeça à parede, mando o livro para não sei onde, puxo as mãos à cabeça e elas voltam. Lágrimas, soluços. Choro, mil e um pensamentos me vêm à cabeça. Estou sozinha, não tenho rumo. Continuo a chorar e só te imagino deitado no hospital, cheio de tubos, deitado, de olhos fechados. És o meu herói, e eu vou-te apoiar. Quando era pequenina fizeste-me sorrir. Levavas-me à praia e tomavas conta de mim. Lembraste de quando uma onda me ia levando por eu ser teimosa e por tu teres o teu joelho como estava? Lembraste do que ralhaste comigo? Eu lembro, lembro-me de ter levado muito a peito e ter ficado triste, mas afinal era só porque não te querias ver-me partir num mar. Sempre tiveste medo que me acontecesse alguma coisa e eu não percebi. Agora sou eu que tenho medo que te aconteça alguma coisa. Ralhaste comigo tanto e tanto que agora te dou valor. Agora, percebo porquê que não gostas que eu ande de bicicleta. Agora, percebo porque me fizeste o baloiço na árvore, porque ficaste triste quando, uma vez, não fui contigo à praia. Lágrimas, mais lágrimas. Acendo um cigarro. E só me vem uma palavra à cabeça: Obrigada.
Limpo os olhos, assou-me e, mil e uma coisas me passam pela cabeça, mas nenhuma forte o suficiente para te dizer. Desculpa. Estou aqui e se te acontece alguma coisa, a mim também. Obrigada.
http://www.youtube.com/watch?v=rtOvBOTyX00
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Fim de verão
terça-feira, 24 de julho de 2012 @ 23:59
E era isto que eu mais temia... Tu prometeste e eu acreditei. Acreditei que eras diferente, que tudo o que passámos era verdadeiro, mas afinal? Afinal o que fica? Lágrimas, distância, tristeza, noites mal dormidas. Não, não foste mais um para mim, apesar de agora ter que te tratar assim...
Agora, lembro-me dos nossos passeios na areia, dos nossos beijos ao luar, dos nossos abraços, dos nossos amo-te, das nossas juras, das nossas brincadeiras, das nossas mordidelas, das nossas idas ao mar... Choro, choro sem fim. Eu acreditei, acreditei que a distância não fosse problema... Acreditei quando disseste que era comigo que ficavas... Mas, se calhar, é esta a lição que levo... Amores de verão, não passam do verão, é por isso que se diz que são de verão. Mas sabes? Apesar de chorar, de estar aqui a chorar, nesta noite fria de Setembro, eu quero que saibas que tudo o que passámos para mim, foi eterno e, talvez seja essa a razão que, sempre que fecho os olhos, me vem, à cabeça, os teus olhos azuis, o teu corpo bronzeado, o teu cabelo moreno, tu agarrares-me da maneira que tu só sabes, de dizeres: És minha!. Choros, soluços, reviravoltas na cama... Abano com a cabeça, reviro-me e... Tenho que concordar, sou tua. Sou tua, sou tua prisioneira, sou a pessoa que confiou o meu coração a uma pessoa como tu. Não mereces, não és ninguém. Tiraste-me a vontade de viver, de sonhar.
Só me lembro da nossa despedida, choravas, davas-me a mão e dizias: "Não tenhas medo! Quando tiveres medo de ires em frente, eu estou contigo. Esta será sempre a nossa duna, este será sempre o nosso verão, o nosso segredo" Mais choro.
Olho para o telemóvel, vou ao teu número, carrego onde diz "escrever uma nova mensagem". Neste momento, mil e uma coisas me apetecem dizer, mas, de repente, perco-me nas palavras, nos choros e, de novo, vem a tua assombração, o meu medo... Apago tudo o que escrevi, escrevo amo-te. Fico a olhar, choro, olho para o relógio: uma da manhã. Amanhã é outro dia. Espero que te lembres de mim, um dia... Agora, não te vou poder beijar mais, não vou poder ficar contigo, tenho que te esquecer... Para sempre! Tenho que pôr na cabeça que foi só um amor de verão, agora o que resta é o vazio dentro de mim, o sentimento que desapareceste...
O verão chegou ao fim, mas o meu amor por ti, superará Invernos.
Dedicado a Sandra Narciso. ♥
http://www.youtube.com/watch?v=He3qmXo0oww
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1
10:35
E já tinha passado uma semana. As coisas nunca mais foram como eu queria, não me sentia capaz de andar, de falar, apenas voava e isso, posso-vos dizer que é possível. As pessoas são umas patetas! Acreditam plenamente no que as outras pessoas dizem. Se as pessoas dizem que é impossível voar, elas acreditam, se as pessoas dizem que é impossível salvar-se da morte, elas também acreditam... Então, é assim que a nossa sociedade se está a criar... As pessoas acreditam no que as outras pessoas acreditam, mas e os nossos sonhos? Isso é realmente o que mais importa! Não sei como consigo escrever, não sei como, sequer, consigo respirar! Sim, a culpa é tua!
Chego a casa e puxo de um cigarro e de um Cd dos Beatles, sento-me no sofá e tudo o que quero é nicotina, forte, para que possa, rapidamente, sair desta casa! As paredes cheiram a nós, às noites, às manhãs, às discussões, aos ciúmes... É triste ver no que as pessoas se podem tornar... Mais tarde ou mais cedo sabia que éramos invadidos pela escuridão e pelos pensamentos negativos.
Tu não me consegues ver, ou sentir... Estás demasiado exposto à tua vida, à vida da tua banda, do nosso filho e eu? Eu sou o quê, afinal? Alguém que tu, às vezes, pedes para beber um copo, ou dois, ou três? Sempre acreditei que chorar fazia mal, mas agora, acho que chorar é o melhor! Chorar em silêncio custa, chorar sem ninguém te ver ou apoiar custa ainda mais. Sinto-me sozinha com o Heitor. Ele tem três anos e não tem culpa dos pais que tem. Eu amo o meu filho, farei de tudo por ele. Há uns anos diria que faria de tudo por ti, mas não posso fazer de tudo por uma pessoa quando o que ela me dá é nada. Sempre que te confronto tu dizes: "E o dinheiro que temos?" O teu dinheiro não chega para o amor que preciso. Somos tão pobres que a única coisa que temos é dinheiro. Quero poder sentir-te mais, quero poder ouvir dizer "amo-te", sem pressas, sem discussões... Outro cigarro, outra música, outros pensamentos. Chegaste.
- Olá! - Digo.
- Oi.
- Estás bem?
- Não. Preciso de falar contigo. - Nisto, ele desliga o som.
- Diz!
- Tenho saudades tuas!
- Eu também! - E beijámos-nos como à muito não fazíamos.
Sinto que as coisas vão poder mudar... Com o tempo, de vagar, sem pressas, porque, afinal, ainda nos amamos... Pelo menos, acredito que sim ou quero acreditar que sim. Se não, porque razão ele me beijaria? Me diria que me amava, me diria que tinha saudades minhas?
Do fundo do corredor, enquanto fumo um cigarro à varanda ouço: "Olá, mãmã!", ouço o Heitor a tentar correr. Abro-lhe os braços e digo: "Bebé, vem cá! Como foi o teu dia?" E ele apenas diz: "Bincá" e deixo-o ir brincar. Continuo a fumar na varanda e sinto-o a agarrar-me e diz:
- Espero que seja desta vez... I was made for lovin' you and you are made for lovin' me.
- Always, my love. - Disse-lhe, beijando-o de seguida.
Etiquetas: #amornãocorrespondido, #história, #problemas, #tristeza, #vida
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 @ 12:36
Como será que estás? Sabes, eu tenho muitas saudades tuas e quero que voltes rapidamente da Holanda, porque eu, sem ti, não sou mesmo ninguém. Sinto-me frágil, desprotegida. Faltas-me, falta-me os teus abraços, as tuas palavras, os teus confortos.Agarro num relógio e tento pará-lo, mas não pára, não me obedece. Fico imóvel a olhar para ele, fico imóvel a olhar a janela, o infinito... O que dava para puder ter controlo no tempo, para poderes voltar, para que a diferença horária não fosse assim. Queria estar contigo fora daqui, fora deste Mundo, se é que há outro, tu és o meu Mundo e nunca duvides disso. Preciso-te.
Somos o nós que eu sempre desejei. Somos o plural feito, sem eu e sem tu, só com nós, somos dois corpos numa só alma, somos dois corações num só sentimento. Somos definidos e completamente indefinidos, somos diferentes, somos imperfeitos, mas somos especiais.
No futuro, quando nos rirmos sem motivo, não vale a pena perguntar o porquê, pois nós saberemos o motivo.
Aqui fica a promessa: O infinitivo é muito menos do que aquilo que nos espera.
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sábado, 17 de dezembro de 2011 @ 19:04

Eu acreditava e o que faz a diferença, é acreditar. És um sonho, um grande sonho, realizado. És sonho que foi crescendo e dominando todo o meu corpo.
O teu sorriso, os teus olhos, o teu ser é tudo o que me faz feliz, com um sorriso de orelha a orelha, com uma alegria inquetadora, com borboletas no meu estômago e com tudo aquilo que me ofereces.
O teu sorriso, os teus olhos, o teu ser é tudo o que me faz feliz, com um sorriso de orelha a orelha, com uma alegria inquetadora, com borboletas no meu estômago e com tudo aquilo que me ofereces.
Agora, somos dois, somos plural, somos a peça solta que se encaixou, somos únicos e, também, mais fortes.
És uma pessoa simples, és a pessoa que amo e que me entende. Entreguei-me a ti de uma forma única e complexa, não me imagino sem ti.
Esqueci todos os medos que tinha, dei uma oportunidade a mim e uma oportunidade de confiar, outra vez. Agora, sou feliz. Não procuro a felicidade e nem a ambiciono, porque onde ela está é num único sítio... No teu coração, é lá que agora eu moro, tal como tu moras no meu. É lá que agora, sou feliz, que tenho paz.
És uma pessoa simples, és a pessoa que amo e que me entende. Entreguei-me a ti de uma forma única e complexa, não me imagino sem ti.
Esqueci todos os medos que tinha, dei uma oportunidade a mim e uma oportunidade de confiar, outra vez. Agora, sou feliz. Não procuro a felicidade e nem a ambiciono, porque onde ela está é num único sítio... No teu coração, é lá que agora eu moro, tal como tu moras no meu. É lá que agora, sou feliz, que tenho paz.
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what do you see when you close your eyes?
sábado, 26 de novembro de 2011 @ 20:20
- Queres que te responda?- "Sim."
- Quando fecho os olhos, vejo a tua imagem. E, tal como a música diz, estava longe de saber que me ias ficar guardado para sempre. Mas, ultimamente, quando fecho os olhos ouço o teu riso junto de mim e tu a chamares-me de "namorada", como tantas vezes fazias. Fecho os olhos e, por vezes, emociono-me. Essa lágrima que sai é a incerteza do futuro, é o querer agarrar-te. Agora, mais do que nunca, peço-te que nunca desistas de mim e, principalmente, num possível nós! Peço-te que te lembres do nosso mês e aí, questiona-te de se valeu a pena... Eu não quero ser mais uma, nunca quis sê-lo para ti. Eu quero ser a única, por muito mais tempo. E peço-te, mais uma vez, que sejas sempre sincero comigo! Eu amo-te de uma maneira muito especial, de uma maneira que eu não fazia a mínima ideia que ela existia. E tu, o que sentes quando fechas os olhos?
- "Quando fecho os olhos, vejo uma chama que a cada dia fica maior e, ao mesmo tempo, mais pequena, por não conseguir aguentar mais sem te ouvir. Parece que quanto mais perto fico de ti, mais longe estou. Todos os dias penso nos nossos momentos e tenho saudades deles; de sentir o teu coração a acelarar, do teu riso, de tudo o que de ti me fazia sentir bem. Foi aí que percebi que amor era vermos a nossa felicidade na felicidade dos outros. Não sei que tipo de sentimento sentes por mim, mas espero vir a saber, porque vou esperar o tempo que for preciso, porque és única e vou lutar por ti até não aguentar mais. À espera que um dia, tomes uma decisão, seja ela qual for vou estar sempre lá para ti, para repor um sorriso onde houver lágrimas. Como diz a música: "it's (just) you on my mind" nunca te esqueças disso. AMO-TE."
Nunca pensei que me pudesses dizer uma coisa destas. E sabes? São dos simples gestos, que são tiradas as melhores lembranças.
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eu sei
sábado, 19 de novembro de 2011 @ 14:34

Porquê que tudo é complicado? Porquê que me deixaste sozinha? Onde é que errei? O que está errado? Que maneira é esta?
Não quero falsos amor, falsas palavras. E todas as tuas palavras têm milhões de sentidos, milhões de maneiras de as encarar. Porquê todos os teus silêncios?
Não é justo... Não é justo tratares-me assim, não é justo tu gostares dela, quando eu sempre gostei de ti. Não é justo o nosso beijo não se ter tornado nada de especial, para ti. Isto não é justo, não é justo eu ainda chamar por ti, escrever por ti, pedir para vires. Só te peço que nunca mais me faças sofrer. Ou vais embora para sempre, ou então, vens e não brincas mais com o meu coração. Desculpa por tudo, por o bocado mau que te fiz viver. Eu sei que não tens culpa de gostar dela, porque o destino nem sempre é gentil, mas eu sofri muito! Só preciso que me dês um abraço como à muito me deste, que me sinta bem assim. Eu preciso de um abraço teu, apenas isso, nada mais... Eu já não me sinto segura, já ninguém sou. Tudo perdeu sentido, tudo, percebes? O sol pela manhã já não me impressiona, a chuva, no fim da tarde, não me faz ficar com medo, apenas mostra o que sou por dentro. Tento ficar bem, tento...
Eu já não sei o que quero, o que sinto. Sei o que eu não quero; não quero mais falsas promessas, não quero palavras sem sentido e carinhos que não sejam sinceros. Descobri que os amores perfeitos só nos filmes e que nós não estamos num filme. Sei que não vale a pena pedir para ficares, porque se o quiseres fazer, vais fazer.
Mais alguma coisa a fazer por ti? Quem sabe? Tu dirás se vale a pena...
Sara Rodrigues.
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ich liebe dich
sábado, 12 de novembro de 2011 @ 11:45
chegou o dia que eu tanto temia. e agora? por onde vou? porque vou? com quem vou?tudo o que me passa pela cabeça são tais questões, para as quais não tenho, nem nunca terei, resposta.
chove e as janelas estão embaciadas. lá escrevo: amo-te, numa tentativa, sem êxito, da tu leitura. sabes? acho, sinceramente, que a nossa história é uma história sem palavras. ou talvez tenham algumas, como: preciso, quero; preciso-te, quero-te. nada de palavras complicadas e, ao mesmo tempo, muito complexas.
não há outra razão, para que eu ainda esteja, aqui, a lutar por ti. sei que os meus braços não serão os mesmos até tu estares neles.
encontrei-te! és o alguém que tenho medo de perder para sempre. és o alguém que não troco por nada deste mundo, és o meu mundo. vem, fica comigo. olha para mim, toca-me, diz-me qualquer coisa, não me deixes no silêncio. é por ti, e só por ti, que ainda tento sorrir. é por ti, que mesmo nestas circunstâncias, faço tudo para estares bem. e por ti que o meu coração chama, é de ti que queria ouvir "amo-te", é por ti que iria ao fim do mundo.
se isto não é amor, então desisti de tentar perceber o que é o amor, o que é que ele faz e para quê que serve.
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amor e ódio
quinta-feira, 6 de outubro de 2011 @ 19:38

- és tão estúpido, tão parvo, tão atrasado, tão parvalhão, tão tudo! irritas-me, sabias? - disse-o, revirando os olhos.
- e tu sabes que és uma estúpida, uma atrasada, uma parva? aliás, sabes que foste a pior coisa da minha vida? não? pois, agora já sabes! eu odeio-te!
- e tu, tens mais alguma coisa a dizer? eu também te odeio, sabias? és horrível, és nojento, és a coisa mais fútil da minha vida. - e dito isto, beijaste-me. agarraste-me como nunca ninguém me tinha agarrado. aliás, senti-me como nunca me tinha sentido. voei mesmo estando ali sentada, naquele banco. voamos, aposto. fomos juntos àquilo que nunca pensámos ir juntos, àquilo que nunca tínhamos sentido juntos, àquilo que, para nós, não fazia sentido. tu não fazias sentido para mim e eu, não fazia sentido para ti. aquele momento foi mágico, foi a prova de que nos completávamos, a prova de que o amor existe, nas piores condições. era extraordinário poderes estar a contornar os meu lábios e eu os teus. disseste:
- sim. tinha isto para te dizer! - olhaste para a o outro lado da estrada, para que eu não te visse a cara. sentia vergonha, tu sentias vergonha, mas aquele momento tinha sido o momento mais feliz das nossas vidas. porem, era aquele que receávamos nunca ter acontecido. então, agarrei-te na mão e disse-te:
- amo-te tanto! agora, espero que saibas, que tudo aquilo que negava era o que mais queria.
with love, sara rodrigues. ♥
(obrigada ao dono do blog: http://df20.blogspot.com/. não consigo comentar.)
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este amor
segunda-feira, 19 de setembro de 2011 @ 09:48

estás muito perto de mim e este sentimento começa a sentir-se potente. eu não quero, não posso continuar, já não consigo respirar. o ar é bastante pesado, nós os dois tínhamos-nos deixado levar por uma noite carente e agora, estávamos demasiado juntos, um do outro. e isso fazia com que eu sentisse medo de, alguma vez, te perder. andava estes dias calada, porque se te fosses embora, assim era mais fácil. não me dava, não te entregavas. assim, tudo era mais simples; para mim, para ti, para o meu coração, para o teu coração.
- o que se passa? - perguntaste-me
- precisamos de falar, querido. é o melhor. - e dirigi-me para o balcão da cozinha. puxaste o banco e sentaste-te mesmo à minha frente.
- então?
- então, que eu não te posso deixar mais perto de mim. não vou permitir que me magoes, me me abandones. eu não consigo dar esse amor, que tu precisas, eu não te consigo dar esse amor que tu me dás.
- o que estás a dizer? - e senti uma lágrima a escorregar. - o que estás a dizer?
- eu sou o teu fantasma. eu tenho medo, eu não te quero provocar tempestades, não te quero mandar a baixo, por não saber amar. - e começámos os dois a chorar. agarraste-me a mão e disseste:
- não continues o que estás a dizer. amor, os medos não nos levam a lado nenhum. queres te deixar vencer por medos? queres que eles sejam melhores que tu? amor, eu estou aqui a teu lado e eu, também não sei amar. ninguém sabe amar, porque o amor não tem definição. o amor, é sentido de diversas maneiras, para toda a gente. cada pessoa tem a sua definição de amor e nós também. nós não somos diferentes e ambos vamos conseguir saber amar. tu és diferente, eu sou diferente, mas isso é o que nos completa e o fruto disso, é este amor. não me abandones, por favor! ficarei contigo para sempre e só quero que fiques comigo, para sempre, também.
- tens razão, amor. prometo ficar contigo para sempre. vou ser corajosa e vencer os meus próprios medos, vou ser salvadora e o nosso amor triunfará. não te vou abandonar, nunca. é hora de dizer adeus aos medos. seguirmos juntos, neste jogo da vida. - e demos um beijo. ambos contentes pela decisão, que acabámos de tomar.
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mini romance
segunda-feira, 12 de setembro de 2011 @ 20:48

ligo o som do rádio e invade-me a casa. por momentos, sento-me no sofá e pensamentos fortes aparecem na minha cabeça, mas o meu coração não consegue responder. as lágrimas saem e puxo as mãos à cara. de repente, batem à porta. ainda tinha alguma esperança que fosses tu, porque, lá no fundo, eu acreditava que ainda sentias as minhas coisas. levanto-me, puxo a saia para baixo, limpo a cara e olho-me ao espelho. vejo que tenho um botão da camisa solto e meto-o no sítio. olho-me mais uma vez ao espelho. não sei o porquê de me olhar tanto ao espelho, mas sinto que ainda não consigo sair ao mundo e era verdade, o espelho não podia mentir; estava com olheiras profundas, mas quem quer que fosse... oh, nem penso nisso agora, não quero saber o que os outros pensam, estou preocupada comigo. senti que a casa não estava preparada para receber alguém. amar dói. amar desfaz tudo o que um dia construí-mos.
- olá. quis...
- ah, és tu. - não consegui disfarçar o tamanho da minha tristeza.
- sim, sou eu. estavas à espera de alguém?
- não, só que... - estava. estava à espera de que ele mostra-se que gostava de mim, porque quando se ama não se desiste e ele desistiu. desistiu de tudo de um dia para o outro.
- ouve, querida... não fiques assim, por favor. eu não gosto de... - interrompi, já sabia o que vinha daí e disse:
- entra, aqui não estás a fazer nada. - e entrou, entrou por um lugar que nem eu própria agora conhecia; a minha casa. eu já não conhecia nada de mim, já nada era meu. pelo menos, era isso que sentia. tu já não eras meu, a tua casa já não era no meu coração, eu já não era eu. perdi tudo o que me tinha preenchido, tudo o que sentia que era realmente meu, mesmo tu dizendo que nada era de ninguém. tinha sido uma estúpida, ao acreditar nisso. enquanto me perdia nos pensamentos, tu olhavas os carros, a noite e o movimento nocturno. olhavas pela janela e sentias-te fraco, por não poderes fazer nada por mim. então, vieste na minha direcção, empurraste as molduras dele, que estavam em cima da mesa de apoio, para o chão, sentaste-te e eu vi-as a partirem-se em bocadinhos, cada um mais pequeno que o outro. atreveste-te:
- viste o que lhes aconteceu?
- como é que queiras que tenha visto? tu partiste a minha última memória! - disse irritada.
- de que te valem estas memórias? trazem-te felicidade? levam-te ao passado? acorda! as memórias foram coisas que aconteceram. por exemplo, memória será quando eu, um dia, partir e tiver que te deixar. memórias, são isso. as memórias magoam as pessoas. são lamentações, momentos passados, que tu não poderás fazer nada para que voltem acontecer. deixa-te disso! - fogo, sentia-me tão mal. como é que ele tinha razão? ele tinha razão em cada palavra que pronunciava, em cada palavra que fazia mover-lhe a boca. e eu, calada, chorava, chorava como uma criança. era nestes momentos que desejava que a minha mãe me acordasse deste pesadelo! não tive coragem de abrir os olhos, mas senti-o andar. sentou-se ao pé de mim no sofá e limpou-me as lágrimas. puxei a saia para baixo e dei-me ao trabalho de ver se estava tudo bem com o meu aspecto físico.
- tens alguma coisa que se beba, nesta casa? - perguntaste, sem hesitar.
- tenho. acho que há um frasco de champagne que o meu avô me trouxe de frança.
- está bem. vou buscar para nós. - e foi. eu sentia-me a pior companhia do mundo, sentia que ninguém merecia estar ali comigo, mas ele estava. quando regressou, trouxe mantas, porque a casa estava fria e acendeu a lareira. disse-lhe:
- obrigada.
- obrigada?
- sim. obrigada por estares aqui comigo. eu sem ti, acho que não conseguia suportar isto tudo.
- não agradeças. tu mereces isto tudo e muito mais. toma, bebe isto. - e estendeu-me um grande copo de champagne. um dos melhores champagnes, nem ele mesmo já o tinha visto. sentia-o aproximar-se de mim. estava frio, estava uma boa noite de inverno. e eu disse-lhe:
- está tanto frio!
- pois está, mas não havia mais mantas e também tens cá pouca lenha. a esta hora não posso ir ao super mercado, já deve estar fechado. - olhei para o relógio, em cima da mesa, e realmente já era tarde demais. marcava uma e meia da manhã. já estava tarde, mas isso não me importava. eu estava a gostar da companhia e amanhã era sábado, não tinha que ir trabalhar. a companhia estava a ser muito boa. dei por mim a desejar mais desta noite e tenho a certeza que não era os copos a mais de champagne. a certeza de estar agora, aqui, era muito mais do que aquela de recuperar as minhas molduras. o meu coração batia a cem à hora, tremia e tinha parado de chorar. o clima estava bastante quente. chegaste-te ao meu ouvido e disseste:
- há uma coisa que há muito te quero dizer.
- o quê? - fiquei com medo do que pudesses dizer. será que estaríamos os dois a falar do mesmo? então, agarraste-me bem e eu, deixei-me ir pelos teus braços abaixo. ficámos de pernas entrelaçadas e continuaste-me ao ouvido:
- isto é do álcool?
- o quê? isto o quê?
- este momento, querida! - adorava o facto de estarmos a sussurrar. adorava o facto de este momento estar a ser o melhor dos últimos tempos, de estar a ser nosso, de estar acontecer e não de ser uma memória.
- não. eu estou bem lúcida. e tu, é dó álcool?
- não. achas?
- não sei. - e rimo-nos como perdidos. beijaste-me como nunca, o teu toque era suave. agarraste-me e levaste-me para o quarto e assim dormimos. agarrados um ao outro, naquela noite de sexta-feira, fria. longe de sabermos que iríamos ficar juntos para o resto da nossa vida.
- olá. quis...
- ah, és tu. - não consegui disfarçar o tamanho da minha tristeza.
- sim, sou eu. estavas à espera de alguém?
- não, só que... - estava. estava à espera de que ele mostra-se que gostava de mim, porque quando se ama não se desiste e ele desistiu. desistiu de tudo de um dia para o outro.
- ouve, querida... não fiques assim, por favor. eu não gosto de... - interrompi, já sabia o que vinha daí e disse:
- entra, aqui não estás a fazer nada. - e entrou, entrou por um lugar que nem eu própria agora conhecia; a minha casa. eu já não conhecia nada de mim, já nada era meu. pelo menos, era isso que sentia. tu já não eras meu, a tua casa já não era no meu coração, eu já não era eu. perdi tudo o que me tinha preenchido, tudo o que sentia que era realmente meu, mesmo tu dizendo que nada era de ninguém. tinha sido uma estúpida, ao acreditar nisso. enquanto me perdia nos pensamentos, tu olhavas os carros, a noite e o movimento nocturno. olhavas pela janela e sentias-te fraco, por não poderes fazer nada por mim. então, vieste na minha direcção, empurraste as molduras dele, que estavam em cima da mesa de apoio, para o chão, sentaste-te e eu vi-as a partirem-se em bocadinhos, cada um mais pequeno que o outro. atreveste-te:
- viste o que lhes aconteceu?
- como é que queiras que tenha visto? tu partiste a minha última memória! - disse irritada.
- de que te valem estas memórias? trazem-te felicidade? levam-te ao passado? acorda! as memórias foram coisas que aconteceram. por exemplo, memória será quando eu, um dia, partir e tiver que te deixar. memórias, são isso. as memórias magoam as pessoas. são lamentações, momentos passados, que tu não poderás fazer nada para que voltem acontecer. deixa-te disso! - fogo, sentia-me tão mal. como é que ele tinha razão? ele tinha razão em cada palavra que pronunciava, em cada palavra que fazia mover-lhe a boca. e eu, calada, chorava, chorava como uma criança. era nestes momentos que desejava que a minha mãe me acordasse deste pesadelo! não tive coragem de abrir os olhos, mas senti-o andar. sentou-se ao pé de mim no sofá e limpou-me as lágrimas. puxei a saia para baixo e dei-me ao trabalho de ver se estava tudo bem com o meu aspecto físico.
- tens alguma coisa que se beba, nesta casa? - perguntaste, sem hesitar.
- tenho. acho que há um frasco de champagne que o meu avô me trouxe de frança.
- está bem. vou buscar para nós. - e foi. eu sentia-me a pior companhia do mundo, sentia que ninguém merecia estar ali comigo, mas ele estava. quando regressou, trouxe mantas, porque a casa estava fria e acendeu a lareira. disse-lhe:
- obrigada.
- obrigada?
- sim. obrigada por estares aqui comigo. eu sem ti, acho que não conseguia suportar isto tudo.
- não agradeças. tu mereces isto tudo e muito mais. toma, bebe isto. - e estendeu-me um grande copo de champagne. um dos melhores champagnes, nem ele mesmo já o tinha visto. sentia-o aproximar-se de mim. estava frio, estava uma boa noite de inverno. e eu disse-lhe:
- está tanto frio!
- pois está, mas não havia mais mantas e também tens cá pouca lenha. a esta hora não posso ir ao super mercado, já deve estar fechado. - olhei para o relógio, em cima da mesa, e realmente já era tarde demais. marcava uma e meia da manhã. já estava tarde, mas isso não me importava. eu estava a gostar da companhia e amanhã era sábado, não tinha que ir trabalhar. a companhia estava a ser muito boa. dei por mim a desejar mais desta noite e tenho a certeza que não era os copos a mais de champagne. a certeza de estar agora, aqui, era muito mais do que aquela de recuperar as minhas molduras. o meu coração batia a cem à hora, tremia e tinha parado de chorar. o clima estava bastante quente. chegaste-te ao meu ouvido e disseste:
- há uma coisa que há muito te quero dizer.
- o quê? - fiquei com medo do que pudesses dizer. será que estaríamos os dois a falar do mesmo? então, agarraste-me bem e eu, deixei-me ir pelos teus braços abaixo. ficámos de pernas entrelaçadas e continuaste-me ao ouvido:
- isto é do álcool?
- o quê? isto o quê?
- este momento, querida! - adorava o facto de estarmos a sussurrar. adorava o facto de este momento estar a ser o melhor dos últimos tempos, de estar a ser nosso, de estar acontecer e não de ser uma memória.
- não. eu estou bem lúcida. e tu, é dó álcool?
- não. achas?
- não sei. - e rimo-nos como perdidos. beijaste-me como nunca, o teu toque era suave. agarraste-me e levaste-me para o quarto e assim dormimos. agarrados um ao outro, naquela noite de sexta-feira, fria. longe de sabermos que iríamos ficar juntos para o resto da nossa vida.
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vida
domingo, 11 de setembro de 2011 @ 20:28

às vezes, ainda espero que o telefone toque, que tu entres por aquela porta. às vezes, ainda espero pelo teu beijo, pelo teu abraço. às vezes, agarro-me à tua almofada, na esperança que estejas ali, mas tiro rapidamente a conclusão de que não estás, porque se estivesses, fazias-me como sempre; agarravas-me, beijavas-me e ficamos assim a noite inteira. às vezes, quando acordo, espero que tenha o meu pequeno-almoço com flores lindas. às vezes, espero receber ramos lindos de gira-sóis, espero que apareças a uma hora qualquer. às vezes, espero que o teu sentimento volte e que tu tomes consciência do quanto eu gosto de ti. às vezes, precisava que só me desses um bocadinho de atenção. às vezes, queria que soubesses o quanto esta casa já não faz sentido. às vezes, só queria que me ouvisses o coração e percebesses que ele está como a nossa casa; já não faz sentido, está cansado de tanto esperar. às vezes, queria que te lembrasses que sou uma pessoa e que tenho sentimentos, que sou frágil.
às vezes, só queria que te lembrasses das nossas conversas ao telefone, que te lembrasses do quanto eu corria, para te abraçar, quando entravas em casa. às vezes, só queria que te lembrasses do sabor mágico dos nossos beijos, do toque dos nossos corpos, só queria que te lembrasses das nossas noites agarrados, que te lembrasses dos ramos de flores lindas que me mandavas.
às vezes, só queria que te lembrasses que isto não era só uma rotina. era o nosso amor.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 @ 21:43
no amor, as minhas mãos, precisam das tuas mãos para enterlacarem-se. os meu olhos, precisam dos teus olhos para me perder, a minha boca precisa da tua boca para falar, o meu corpo precisa dos teus braços para reconfortar. no amor, tudo é fundamental.
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20:46
deixa-me ir contigo. deixa-me ir contigo até ao fim, até ao horizonte. deixa-me ir contigo sonhar, deixa-me ir contigo até àquele lugar, deixa-me ir até à lua, ao sol, aos cometas, ao universo. deixa-me ir contigo a correr verdes prados, deixa-me ir contigo voar sem ter asas, deixa-me ir contigo contra o relógio, dedeixa-me ir contigo de mão dada, a sonhar, deixa-me ir, porque sei que contigo vou ser sempre feliz, seja onde for, às horas que for. ♥
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terça-feira, 12 de julho de 2011 @ 12:47
http://quemamasonhaequemsonhasente.tumblr.com/
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sexta-feira, 8 de julho de 2011 @ 21:47
é irónico como se emprega o verbo amar, o verbo gostar, o verbo desejar, o verbo adorar.
é incrível como eu emprego o verbo sentir; eu sinto intensamente, eu sinto o verdadeiro. eu sinto, às vezes, o que não devia, mas se sinto é porque amo. amo com o coração e não com a cabeça, amo sem fim, amo de verdade, amo o que me completa, amo o desconhecido.
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carta para ti.
quinta-feira, 30 de junho de 2011 @ 12:00
30.06.2011, torres vedras.
tenho saudades de ti, tenho saudades de nós. mas isso fará algum sentido, hoje? agora? e amanhã? não, não fará mais sentido continuar a tentar apanhar-te, quando não consigo. já não consigo chorar, já não consigo sofrer assim. não é justo para mim, nem para ti. não é justo continuares a “levar” comigo, não é justo eu continuar a carregar um sentimento que tu não me podes dar.
sabes? gosto muito, muito de ti. aprendi, sorri, chorei, sentei-me a teu lado, sonhei contigo, abracei-te, beijei-te e tu, fizeste-me feliz. eras único, diferente, um príncipe, um bonequinho, um tesouro, eras o meu coração, eras o meu verdadeiro sentimento.
eras o sol, a lua, as estrelas, os cometas, o mundo, o meu universo. até hoje continuava a sonhar com o nosso dia, um dia, numa praia, (lembras-te? dunas? irónico tudo isto…) ouvir-te tocar na tua bela guitarra, ver os teus olhos a brilharem com os meus, ver-te abraço comigo, mas agora... já não faz sentido sonhar com isso, já não te posso amar, embora este sentimento seja forte e é difícil esquecer tudo o que passámos, a nossa história...
sei-te de cor, como as minhas músicas. sei os teus defeitos e as tuas qualidades e aceito-te como és, nunca te pedi para mudar, pedi-te para continuares a seres quem eras, mas é pedir muito. agora, estás bem, estás feliz e eu, eu conseguirei ir em frente, em frente nestas ruas; irei iluminada por luzes e em silêncio, respeito o teu silêncio, sempre respeitei. agora, sei o que é não ter alguém com quem partilhar tudo, tudo de mim. agora, sei o quanto dói o silêncio e a noite escura, sei o que é não ouvir amo-te. agora, sei o que não é ter planos, sei o que é não ser desejada e amada. agora, sei que não há ninguém que sonhe comigo, sei que não há ninguém que necessite dos meus braços, do meu conforto. agora, sei que não há ninguém que tenha medo de me perder. agora, sei o que é ver pessoas de mãos dadas e ficar triste. agora, agora eu sei o que é ter-te como amigo e não poder dizer o que realmente sinto. sei, infelizmente, o que é conter sentimentos, sentimentos maiores que eu, maiores que o meu coração, maior que todo o meu ser .
agora, amor, sei que dói ver o sol e pessoas feliz. agora, dói deitar-me sozinha e sonhar apenas contigo. talvez, seja na cama que eu sou mais feliz. talvez, seja lá que te veja, que te veja como sempre vi.
agora, é hora de me despedir. agora, é tempo de te dizer adeus, de dizer adeus ao meu amor por ti, à minha escrita só para ti. adeus e, pela última vez, amo-te do meu coração, amo-te como és, amo-te, pois amo, mas não posso.
agora, vou combater este sentimento e guardar-te como um grande amigo. agora, é de vez, já não aguento e não aguento mais.
era uma vez… dois amigos que, ainda hoje, têm uma grande amizade guardada no coração, que passaram por muita coisa juntos, mas que hoje, estão bem e partilham tudo aquilo que um dia, partilharam.
até já, até um dia. estás no meu coração, estás na minha cabeça e estás para sempre na minha vida. tesouro, é o que tu és; um tesouro que eu descobri e que quero guardá-lo para sempre.
sara rodrigues.
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sábado, 25 de junho de 2011 @ 11:18
«um dia, vais olhar para o lado e ver como valeu a pena cada lágrima do passado, cada briga, cada noite sem dormir, porque hoje é a pessoa por quem lutaste que está contigo.»às vezes, gostava de saber se o que luto por ti fará sentido algum dia, gostava de saber se as lágrimas vão-se tornar sorrisos e se a tristeza se trasformará em alegria.
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és a perfeição
sexta-feira, 24 de junho de 2011 @ 09:57

a felicidade para as pessoas talvez dependa de muitas coisas, para mim a felicidade depende de uma coisa: de ti.
adormeço a pensar em ti, acordo contigo na cabeça, ocupas todo o meu pensamento a todas as horas, a todos os minutos e a todos os segundos.
não há pessoas perfeitas, mas aos meus olhos és perfeito. és perfeito no meu coração, és perfeito com os teus defeitos e com as tuas qualidades, com aquilo que é o teu ser.
és perfeito quando sorris, és perfeito quando os teus olhos brilham, és perfeito quando és querido, és perfeito a sonhar, és perfeito a respirar, és perfeito andar, és perfeito aqui e ali, és perfeito onde quer que estejas.
abro a porta do meu coração, subo as escadas e entro nos meus segredos. passeio entre eles, fixo na memória o nosso passado e tento não perguntar as coisas, tento perceber tudo sem uma definição concreta.
sabes? às vezes, gosto de me imaginar abraçadinha a ti, na cama durante a chuva. gosto de me imaginar a ver-te dormir, gosto de me imaginar no teu conforto, no conforto dos teus braços.
não me quero ir embora do meu coração, onde tenho tudo guardado, onde aqui tudo é possível.
aqui, sou feliz, feliz com os meus sonhos e com os meus pensamentos, onde te vejo tal como és, onde és tu e tu.
aqui, fazes sentido. és o meu sentido.
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